Não existe papel pequeno ou participação especial quando a atriz em cena é talentosa, carismática e domina cada segundo em que aparece. E Carol Castro tem exatamente essas qualidades. Sua presença transforma qualquer personagem em acontecimento.
Com um currículo vasto e consistente, a atriz coleciona personagens marcantes no cinema, na televisão e no teatro. Sua estreia em Mulheres Apaixonadas, como Gracinha, já mostrava que ali havia uma intérprete segura e pronta. Depois vieram trabalhos em Senhora do Destino (Angélica) e Bang Bang (Mercedita), até que a grande virada aconteceu com a vilã Ruth em O Profeta.
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Ruth tinha deboche, ironia e uma dose exata de crueldade e, Carol soube conduzir tudo isso com precisão. Foi daqueles casos em que o público ama odiar a personagem. E quando isso acontece, é porque o trabalho foi feito com excelência.
Ao longo dos anos, ela ainda brilhou em produções como Beleza Pura (Sheila), Escrito nas Estrelas (Mariana), Morde & Assopra (Natália), Amor, Eterno Amor (Jacira), Amor à Vida (Silvia), Velho Chico (Iolanda), O Tempo Não Para (Comandante Waleska), Órfãos da Terra (Helena) (vencedora do Emmy Internacional de Melhor Telenovela), Amor Perfeito (Darlene) e, mais recentemente, em Garota do Momento, que marcou seu retorno às novelas de época com a complexa Clarice.
Ali, ficou evidente: era um papel feito sob medida. A personagem tinha camadas, conflitos e um enredo instigante. Carol conduziu tudo com maturidade e entrega, brilhando do início ao fim.
No cinema, também construiu uma filmografia diversa, com títulos como Cilada.com, O Concurso, Veneza, Um Suburbano Sortudo, Ninguém é de Ninguém, Férias Trocadas e o aguardado Nosso Lar 3, que estreia ainda neste ano.
Nos palcos, sua presença é igualmente potente. Esteve em montagens como Dona Flor e Seus Dois Maridos (na adaptação teatral), participou da tradicional Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Fazenda Nova, o maior teatro a céu aberto do mundo, onde interpretou Maria a mãe de Jesus, e atualmente percorre o Brasil com a peça A Manhã Seguinte, um verdadeiro fenômeno de público.
Seja qual for o desafio, Carol faz bem e bonito. O que se percebe em cena não é apenas técnica, mas amor pela arte. E talvez seja justamente isso que a diferencia: ela não apenas interpreta, ela ocupa, sustenta e ilumina.
É sempre um evento parar para assistir quando essa mulher está no ar.












