Entre o sarcasmo e a firmeza, Marcelo Médici constrói um Padre Viriato memorável em “A Nobreza do Amor”

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Marcelo Médici em cena de "A Nobreza do Amor" como Padre Viriato. (Foto/Reprodução: TV Globo)

Falar de “A Nobreza do Amor” sem mencionar o Padre Viriato é praticamente impossível. O personagem é daqueles que roubam a cena e, automaticamente, nos fazem enaltecer o talento de quem o dá vida, nesse caso o ator Marcelo Médici.

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É notório o quanto Marcelo se entrega a cada novo personagem que lhe é proposto. Ele mergulha mesmo, sem medo. O talento o acompanha de forma constante e versátil, seja no humor ou no drama, ele transita com naturalidade e segurança. Em “A Nobreza do Amor”, não tem sido diferente. Na pele do Padre Viriato, atua de forma prodigiosa, com um requinte admirável de segurança cênica.

A construção do personagem é um ponto à parte. Médici entrega um Padre Viriato que equilibra muito bem o tom sério com um sarcasmo afiado, principalmente em suas tiradas, sempre com precisão e domínio de cena. Outro detalhe que chama bastante atenção é a prosódia: o sotaque nordestino é tão bem trabalhado que soa absolutamente natural, em alguns momentos, a sensação é de que ele realmente é da região.

Com esse trabalho, Marcelo reafirma sua parceria com a autora Duca Rachid, com quem já havia trabalhado em “Joia Rara” e “Órfãos da Terra”. Seja no cinema, no teatro ou na televisão, o trabalho de Marcelo Médici merece ser constantemente celebrado. É um ator que enche os olhos, e a gente agradece por poder acompanhar de perto suas múltiplas formas de arte em movimento.

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