Anaju Dorigon mostra potência e versatilidade como antagonista em “Icônica: De Faxineira a Fashionista”

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Anaju Dorigon em cena de "Icônica: De Faxineira a Fashionista" como Pietra. (Foto/Reprodução: Globoplay)

É impossível falar sobre a nova safra de atrizes sem citar Anaju Dorigon. Desde sua estreia em “Malhação: Sonhos”, vivendo a inesquecível Jade, a atriz vem mostrando que possui talento de sobra e uma capacidade admirável de se reinventar a cada novo personagem.

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Recentemente vista como a doce Eugênia Gouveia em “A Nobreza do Amor”, Anaju agora mergulha de cabeça em uma personagem completamente diferente na novela vertical “Icônica: De Faxineira a Fashionista”. Como Pietra, a atriz entrega uma antagonista ardilosa, venenosa e cheia de camadas, provando mais uma vez sua força cênica e domínio em cena.

O mais interessante é justamente perceber o contraste entre suas personagens. Enquanto Eugênia carregava delicadeza, sensibilidade e leveza, Pietra transborda ambição, maldade e manipulação. Anaju faz essa transição com extrema naturalidade, mostrando maturidade artística e uma presença que prende o telespectador.

Pietra já entra facilmente para a galeria de personagens marcantes de sua carreira. Sua parceria com Gustavo Reiz, com quem já trabalhou anteriormente em “Belaventura”, volta a render excelentes frutos. Existe sintonia, entrega e verdade em cena, algo que faz toda diferença na construção da narrativa.

Anaju é daquele tipo de atriz que dá gosto acompanhar. Cada novo projeto desperta curiosidade justamente porque ela nunca entrega mais do mesmo. E convenhamos: é impossível não sentir ranço das atitudes da Pietra. Mas esse ódio ao personagem só comprova o quanto a construção da antagonista está funcionando perfeitamente e o quanto Anaju está brilhante no papel.

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Seja em novelas tradicionais ou no formato vertical, Anaju Dorigon confirma que talento é uma de suas maiores marcas. Ela entende a essência de cada personagem e sabe exatamente como transformá-los em figuras que despertam sentimentos intensos no público, sejam eles amor, empatia ou puro ódio.

Vê-la brilhando em cena aquece o coração de quem acompanha sua trajetória desde o início e reforça algo que já deveria ser óbvio: Anaju merece cada vez mais espaço, protagonistas e grandes projetos. Fica aqui o recado para autores, diretores e produtores de elenco: não deixem essa potência passar despercebida.

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