Celso Portiolli se defende em ação por maus-tratos a rã e pede saída do processo

Processo foi movido por entidades de proteção animal após a exibição de uma dinâmica no 'Domingo Legal'
47de5439-0bb1-487b-ba79-ebd7b06302c8
Veterano contesta acusações e pede exclusão da ação que também envolve o SBT— Foto: Reprodução/SBT

O apresentador Celso Portiolli apresentou sua defesa na ação judicial que investiga uma suposta situação de maus-tratos a animais durante uma edição do programa Domingo Legal.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O caso ganhou repercussão após entidades de proteção animal questionarem a participação de uma em uma dinâmica exibida em abril deste ano.

Ação judicial

A ação tramita na Justiça por meio de uma Ação Civil Pública, movida por organizações voltadas à defesa dos animais. Segundo as autoras, o anfíbio teria sido submetido a condições que configurariam sofrimento, incluindo estresse intenso, manuseio inadequado e exposição excessiva a luzes e sons durante a gravação do programa.

Além disso, as entidades argumentam que o caráter de entretenimento da atração não justificaria situações que possam comprometer o bem-estar animal. Por esse motivo, uma decisão liminar já determinou restrições ao uso de animais em atrações da emissora. A medida também prevê multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

A ação busca, entre outros pedidos, o pagamento de danos morais coletivos, a interrupção de supostas práticas consideradas inadequadas, uma retratação pública e outras medidas relacionadas à proteção animal.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Entidades afirmam que o animal foi violentado durante a atração — Foto: Reprodução/SBT

Apresentador nega sofrimento do animal

Em sua contestação, protocolada em 9 de junho, Portiolli afirmou que a participação da rã foi breve.

Segundo o apresentador, as acusações apresentadas pelas entidades seriam “exacerbadas”. Além disso, ele sustentou que demonstrou preocupação com o animal durante a atração e rejeitou qualquer acusação de violência intencional.

Portiolli também destacou que não participou da criação do quadro exibido no programa. De acordo com sua defesa, sua atuação limitou-se à apresentação, motivo pelo qual solicita sua exclusão do processo.

Defesa questiona falta de provas

Outro ponto levantado pela defesa envolve a ausência de comprovação clínica sobre possíveis danos ao animal. O apresentador argumenta que não existem exames presenciais ou laudos produzidos diretamente a partir da avaliação da rã que comprovem lesões ou sofrimento.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Dessa forma, ele sustenta que a legislação exige elementos concretos para caracterizar maus-tratos e que não seria suficiente presumir a ocorrência de crueldade.

Parecer veterinário também é contestado

A defesa de Portiolli também criticou um parecer técnico veterinário apresentado pelas entidades autoras da ação.

Segundo o comunicador, os especialistas responsáveis pelo documento não realizaram exames diretos no animal. Por isso, ele argumenta que as conclusões foram elaboradas com base apenas na análise de fotos, vídeos e hipóteses interpretativas, sem avaliação presencial da rã envolvida na gravação.

Enquanto o processo segue em tramitação, a Justiça deverá analisar os argumentos apresentados pelas partes antes de decidir sobre os pedidos formulados na ação.

MAIS RECENTES