Atriz relembra pressão na infância em “Carinha de Anjo” e revela transtorno que começou na época da novela

Ex-protagonista da trama mexicana abriu o coração sobre os impactos da fama precoce e saúde mental
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Daniela Aedo foi protagonista em 'Carinha de Anjo' — (Foto: Divulgação/Instagram)

Conhecida internacionalmente por interpretar a primeira Dulce Maria da novela infantil Carinha de Anjo, a atriz e cantora Daniela Aedo segue construindo uma trajetória artística multifacetada. Agora adulta, ela divide sua carreira entre a televisão, a música e o teatro. Além disso, a artista desembarcou recentemente no Brasil para uma turnê musical e abriu o coração ao falar sobre os impactos da fama precoce em sua vida.

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Durante entrevista exclusiva à Revista Caras, Daniela revelou que recebeu recentemente os diagnósticos de transtorno de ansiedade e TDAH. Segundo ela, as sessões de terapia ajudaram a compreender que muitos desses quadros estão ligados às experiências vividas ainda na infância, especialmente durante o período em que estrelava a novela mexicana.

A artista contou que, apesar das boas recordações, também carrega memórias difíceis daquela fase. “Há lembranças muito queridas e algumas ruins; são situações e experiências extremas em que tudo o que acontece te impacta, para o bem ou para o mal”, afirmou.

Ela ainda explicou que a pressão por desempenhar o trabalho de forma impecável marcou profundamente sua infância. “Tenho um transtorno de ansiedade forte que, olhando para trás, tenho quase certeza de que começou na minha infância, assim como minha carreira, por causa da imensa pressão que eu sentia para fazer as coisas bem”, declarou.

O sucesso de Carinha de Anjo, as memórias e o transtorno de ansiedade

Ao relembrar o sucesso da novela no Brasil, Daniela disse que, na época, não conseguia compreender totalmente a dimensão da fama. Segundo ela, tudo parecia apenas divertido e emocionante, já que começou a atuar muito cedo e cresceu cercada pelos holofotes.

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“Quando você é criança, está descobrindo a vida, não pensa em sucesso como tal. Parecia algo normal para mim, porque era a única realidade que eu conhecia”, contou. Entretanto, ela admite que ainda hoje se surpreende com o carinho do público brasileiro. Além disso, destacou que muitos fãs acompanham até hoje seus projetos musicais, audiolivros e trabalhos de dublagem.

A artista também comentou sobre a relação entre ela e a personagem Dulce Maria. Apesar de acreditar que são pessoas diferentes, Daniela reconhece que a personagem carregava traços de sua personalidade real. “Muitas frases que Dulce María dizia eram minhas, até as roupas que ela usava eram parecidas com as que minha mãe colocava em mim”, revelou.

Por outro lado, a fama infantil trouxe consequências emocionais importantes. Daniela relembrou que as crianças nas novelas eram tratadas com muita rigidez nos bastidores. Em determinado momento, ouviu comentários que a marcaram profundamente.

“Não consegue fazer a cena direito? Não se preocupe, tem outras meninas que gostariam do seu papel”, recordou. Segundo ela, foi nesse instante que percebeu como poderia ser substituída na profissão. Atualmente, a atriz considera esse tipo de abordagem inadequada para uma criança.

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Além da ansiedade, Daniela revelou que também enfrenta episódios de depressão. Contudo, ela encontrou na música uma maneira de transformar dor em arte. Canções como “Monster” e “Empty” refletem parte desse processo de autoconhecimento e superação.

Ao mesmo tempo, a artista vive uma nova fase pessoal e profissional. Daniela está cursando o Ensino Superior no Berklee College of Music e afirma que deseja construir uma carreira mais leve, sem a cobrança excessiva que marcou sua juventude.

“Acho que não quero mais viver com essa pressão de fazer tudo perfeitamente; em vez disso, quero continuar trabalhando em mim e na minha carreira”, disse. Por fim, ela resumiu seu principal objetivo para o futuro: “Quero estar em paz, independentemente do que esteja acontecendo lá fora.”

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