Se tem uma coisa que “A Nobreza do Amor” vem entregando com excelência, é a construção de seus núcleos. Todos funcionam com precisão, dos protagonistas aos paralelos e secundários. O texto afiado e o roteiro bem amarrado são a base de tudo, mas é o elenco refinado que transforma essa engrenagem em algo ainda mais especial.
Dentro de um dos núcleos centrais, um verdadeiro achado vem chamando atenção: a atriz mirim Antonella Benvenuti, que dá vida à esperta Aurelinda, irmã caçula de Virgínia (Theresa Fonseca). Basta ela aparecer em cena para a certeza ser uma só: vem momento bom por aí. Aurelinda tem presença, timing e um carisma que transborda.
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Mesmo tão jovem, a personagem carrega uma inteligência afiada, quase uma mente de titânio, e sabe exatamente como cutucar, provocar e tirar a irmã do sério. E faz isso com uma naturalidade impressionante. Antonella é daquelas raras revelações que surgem prontas: segura, expressiva e com um domínio de cena que encanta.
E não é qualquer desafio. Dividir sequências com nomes como Emanuelle Araújo e Danton Mello, que interpretam seus pais, exige entrega, e ela corresponde à altura. Antonella sustenta suas cenas com firmeza e brilho, elevando ainda mais o nível do núcleo.
É gratificante ver um talento tão jovem já demonstrando tanta verdade cênica. Porque no fim das contas, boas histórias precisam de intérpretes que façam o público sentir, e nisso, “A Nobreza do Amor” está muito bem servida.
Quer acompanhar as peripécias de Aurelinda? É só ficar ligadinho em “A Nobreza do Amor”, de segunda a sábado, a partir das 18h20, com reprises nas madrugadas, após o Jornal da Globo.












