Em meio a uma semana absolutamente bombástica em Três Graças, repleta de reviravoltas e acontecimentos intensos, finalmente chegou o momento mais aguardado pelo público: a primeira vez de Loquinha, o casal formado por Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky).
Há tempos as duas planejavam uma noite especial, e ela veio no capítulo desta terça (23). Na casa de campo, em um cenário paradisíaco, elas puderam se permitir viver, sem interrupções, o amor que construíram ao longo da trama. Entre trocas de carinho, beijos intensos e uma entrega carregada de verdade, a sequência foi conduzida com extremo cuidado e sensibilidade.
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A fotografia delicada, a direção segura e o entrosamento impecável das atrizes transformaram a cena em algo muito maior que um momento romântico: foi simbólico. Foi revolucionário.
Durante anos, casais homoafetivos nas novelas foram reduzidos a amizades caricatas e selinhos tímidos. Aqui não. A novela das nove acerta em cheio ao tratar Lorena e Juquinha com a mesma profundidade, desejo e complexidade dedicados aos casais heterossexuais. Desde o início, a construção das duas foi coerente, apaixonante e cheia de química, o resultado é a repercussão massiva, nacional e internacional, sempre positiva.
Quando Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva criaram Loquinha, acertaram no alvo. O casal está na boca do povo, domina as redes sociais e se consolida como um dos maiores fenômenos recentes da teledramaturgia.
E não é exagero dizer: é histórico.









